terça-feira, 8 de abril de 2014

Linchamentos no Brasil - E AGORA!

A Sociedade está louca ou cansada da "falta de presença" do Estado...





Nas últimas semanas os noticiários da televisão estão quase diariamente apresentado novos casos de linchamentos de delinquentes, alguns socorridos pela polícia quase a beira da morte; qual a razão para isso está acontecendo cada dia com mais frequência? acredito que todo o problema está na percepção por parte da população da inércia do Estado em mostrar que está atento aos problemas e apresentar solução para a crescente violência em nosso país; na Cidade onde Nasci e me criei é comum atualmente ver em determinadas paradas de coletivos cartazes fixados por moradores com avisos do tipo "cuidado - risco de assaltos" ou ainda "perigo, ao parar aqui você será assaltado".

A população não acredita no Estado, não acredita na polícia, e não acredita na justiça; o que sobra portanto, o sentimento de impotência que tem tomado conta dos populares e gerado o movimento de linchamentos; não estou aqui defendendo que isso é legítimo, quero apenas levantar a discussão de hipótese para o motivo que têm levado a população a agir com violência.

Nosso Código Penal é tão antigo, que podemos afirmar que mais da metade dos crimes e delitos que existem hoje, o Código em seus diversos artigos não faz sequer menção; Tratar pessoas com idade de 17 anos e 11 meses como crianças - quando já são capazes para eleger representantes, dirigir; é no mínimo falta de bom senso por parte das autoridades; precisamos de um novo Código Penal sem dúvida alguma, é necessário rever a maioridade penal de igual modo; e ao Estado cabe prestar contas a população, mostrando que está disposto a realizar as mudanças necessárias para retomar as rédeas da segurança pública em nossas cidades, há muito perdida no modo de ver deste que escreve.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Gestão por processos


Muito se fala em redução de custos. As empresas estão atentas a esse fato e em sua maioria já cortaram todos os gastos desnecessários.
Mas será que não existem outros custos que não são contabilizados mas estão presentes? São os custos da ineficiência, dos retrabalhos, das devoluções e o maior de todos, o da perda de clientes.
A Gestão por processos pode ajudá-lo a identificar essas deficiências e melhorar o desempenho de sua empresa.
Primeiramente identifique seus processos. Por processo entende-se onde existe uma entrada (insumo), uma transformação (o processo) e uma saída (produto ou serviço).
Mais definições:
"É uma seqüência de atividades, realizadas em uma seqüência lógica, que tem como objetivo (saída) a produção de um bem ou serviço que tem valor para um grupo específico de clientes".
"São as atividades inter-relacionadas de transformação de insumos em produto e que agregam valores para atender os requisitos do cliente".
Existem várias classificações, mas podemos dizer que os processos se dividem em processos críticos, aqueles que contribuem para o aumento dos negócios ou aqueles que agregam valor como atendimento ao cliente, produção ou serviço prestado, desenvolvimento de novos produtos, entre outros e os processos de apoio, que embora necessários, agregam pouco valor, como suprimentos, RH, etc.
Portanto, faça uma análise de seus processos. Uma maneira simples de realizar esta análise é elaborando um fluxograma dos mesmos e questionar cada atividade:
- É necessário?
- Porque é necessário?
- O que poderia ser feito melhor ou diferente?
- Faça perguntas sobre: materiais, máquinas, equipamentos, produto, design, Lay out, mão-de-obra,
- Elimine; Combine; Rearranje; Simplifique.

Nos processos de apoio verifique se não ocorre excesso de controles. Procure racionalizar informatizando o que é possível.
Benefícios
- Redução de retrabalho;
- Aumento da agilidade
- Redução de desperdício de mão-de-obra e material;
- Redução de ociosidade de equipamentos e instalações;
- Eliminação de controles excessivos;
- Melhoria na avaliação do desempenho dos processos;
- Resolve a causa do problema e não somente o efeito;
- Satisfação dos clientes, o principal e mais importante.

A boa gestão empresarial, além dos atributos intelectuais, também requer método, disciplina e ferramentas gerenciais. No entanto a maioria dos administradores continua a gerenciar utilizando apenas o bom senso.
Além do bom senso, precisamos ir para a questão racional, respondidas em números e assim medir os resultados dos processos. São os indicadores de desempenho.
Analisem seus processos e identifiquem os custos invisíveis.
(texto escrito pelo professor Roberto Ednísio)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A Ética de Maquiavel: Aplicações na política e no Marketing.



Aplicações na política e no marketing       Parte 2


Para Maquiavel todos os estados que existem ou existiram foram repúblicas ou monarquias. Para fazermos uma aplicação pratica da obra em nossos dias é necessário assumir que Príncipe no sentido que é usada no título e ao longo da obra de Maquiavel não tem o significado que usualmente lhe é atribuído em nossos dias. Príncipe é o principal cidadão do estado, é o seu governante. Para nós hoje, Príncipe é todo aquele que conquistou, de alguma forma, autoridade legítima sobre outros seres humanos, ou seja, é todo aquele que detém o poder executivo.

Na época de Maquiavel havia uma valorização do homem, foi um período de renascimento, de inovação de valor atribuído para cada ser. Contudo, podemos perceber a relação do marketing com o período de que falava Maquiavel, por exemplo a idéia de inovar algo, se colocarmos nos dias atuais as empresas buscam produtos inovadores, algo novo, queremos colocar o cliente em primeiro lugar, fazer campanhas de marketing voltada para o cliente, para sua valorização, para sua satisfação.

                              Podemos ver o Príncipe como um líder, ou seja, como um gestor de uma organização em nossos dias, um líder capaz de revolucionar dependendo de suas estratégias aplicadas. O marketing  do poder não dispõe de uma fórmula mágica, ou uma chave capaz de abrir todas as portas. A relação entre política e marketing na obra de Maquiavel estão inter- ligadas. Maquiavel  deixar bem claro que o Príncipe é um lider e o mesmo tem que conquistar a cada dia a afeição de seus liderados, em nenhuma hipótese deixar de mostrar autoridade e espirito de liderança. Aproximar os seus inimigos de si e torna-los fieis para a batalha, que em nossos dias é a concorrência entre mercados, aplicando estratégias de marketing para aniquilar a concorrência, e assim, criar algo único e inovador.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A Ética de Maquiavel: Aplicações na política e no Marketing.

Parte 1
Este artigo será publicado em duas partes...  
                           




A ética em Maquiavel se contrapõe a ética cristã herdada por ele da Idade Média. Para a ética cristã, as atitudes dos governantes e os Estados em si estavam subordinados a uma lei superior e a vida humana destinava-se à salvação da alma. Com Maquiavel a finalidade das ações dos governantes passa a ser a manutenção da pátria e o bem geral da comunidade, não o próprio, de forma que uma atitude não pode ser chamada de boa ou má a não ser sob uma perspectiva histórica.  A teoria de Maquiavel torna-se interessante por não ter vínculos éticos, morais e religiosos, ele mesmo apóia hora o bem, hora o mal e diz que a conduta do príncipe deve ser de acordo com a situação.
Reside aí um ponto de crítica ao pensamento maquiavélico, pois com essa justificativa, o Estado pode praticar todo tipo de violência, seja aos seus cidadãos, seja a outros Estados. Ao mesmo tempo, o julgamento posterior de uma atitude que parecia boa, pode mostrá-la mau.
É que Maquiavel representa, melhor que ninguém, o rompimento com um modo medieval de ver a política como extensão da moral.
Ele arranca máscaras. Mostra como de fato agiam, agem e devem agir os que desejam conquistar o poder ou simplesmente mantê-lo.
Isso é insuportável para os bem-pensantes. Acaba com a justificação religiosa para o poder político. Exibe a nudez das relações de poder entre os homens.
  Ele faz uma distinção clara entre o plano Público e o plano Privado. O Público é a política, onde se pode fazer tudo para alcançar a vontade geral do povo, da coletividade. O plano Privado refere-se à questão ética, que nada deve interferir nas questões do Estado, pois “Os fins justificam os meios”, quer dizer, o Príncipe deve ser amoral no exercício da sua atividade e na manutenção desta.
No entanto, na sociedade atual, Público e Privado se confundem. E mais: a ética está intrínseca na política. Não há política decente sem ética. Como representantes da vontade geral, deve-se pautar de caráter e atitudes éticos e morais para que haja legitimidade na atividade em evidência. A partir do momento em que a Ética, como propõe Maquiavel, não exista no plano público, a legitimidade perante a sociedade correrá sério risco. Haverá dúvidas sobre as atitudes do governante sempre que ele não justificar de forma moralista e convincente as mesmas. Então, nos dias atuais tentar separar a ética da Política é algo impossível.